Polícia Civil segue à procura de detento que fugiu de Fórum em Porto Alegre do Norte

Maryelle Campos e João Aguiar | RDNews  

A Polícia Civil segue fazendo buscas pelo detento Adrian Oliveira Ferreira, de 23 anos, que fugiu na manhã desta quarta-feira (7) do Fórum de Porto Alegre do Norte (MT), durante a audiência de custódia. Após ter a prisão em flagrante por tráfico de drogas convertida em preventiva, ele foi deixado sozinho em uma cela, momento em que aproveitou para entortar a grade e fugir.

Em nota, a PJC afirmou, ainda, que a Perícia de Identificação Técnica (Politec) foi acionada para fazer análises técnicas do local em que Adrian estava detido.

“Informa que equipes policiais seguem em diligências com o intuito de localizar e prendê-lo novamente. Também esclarece que foi comunicado ao Juízo de Porto Alegre do Norte, bem como à Corregedoria do Fórum sobre a situação”, diz a nota.

No Fórum, Adrian Oliveira estava acompanhado por uma servidora, Samara Coelho de Souza, dois policias e mais uma detenta. A audiênca estava sendo realizada de forma remota e, ao final, Adrian aguardava para ser transferiado para Confresa, onde havia sido preso em flagrante. Em um vídeo gravado pela servidora, é possível ver um dos ferros da grade entortados e o vão usado pra fazer a fuga.

Segundo a servidora, a pedido de defensores públicos, policiais acabam não ficando o tempo todo ao lado dos presos nas audiências. “Os policiais estavam na sala ao lado, aguardando a outra audiência terminar”, relatou.

O fato foi confirmado pela PJC, que salientou que os policiais esperavam o encerramento da outra audiência para realizar a coleta biométrica da outra custodiada.

“Na ocasião, ele [Adrian] teria conseguido quebrar uma grade da cela, possibilitando a fuga do local, passando pelo segurança da área externa do Fórum. Nesse momento, os policiais acompanhavam a finalização da audiência de custódia da outra custodiada, em outro recinto”, diz trecho da nota encaminhada pela Polícia Civil.

A servidora do Fórum, no entanto, criticou a postura da PJC, salientando que agentes poderiam ficar de olho na porta para evitar a fuga. “Foi uma falha da Polícia Civil e do Fórum. Porque os policiais deveriam ter fechado a porta do fundo, e como tinha dois, podia um cuidar do fundo e o outro cuidar da frente”, destacou.

Fonte: RDN